quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Aldri Anunciação recebe Comenda do Mérito Cultural do Governo do Estado da Bahia

O ator, dramaturgo e produtor baiano Aldri Anunciação, autor de Namíbia, Não!, vencedor em Primeiro Lugar do Prêmio Jabuti de Literatura - Ficção Juvenil 2013 e idealizador da Mostra Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada, será agraciado na noite de hoje, em cerimônia no Teatro Castro Alves, com a Comenda do Mérito Cultural - Categoria Júnior, oferecida pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia. A comenda foi criada este ano e irá premiar personalidades e instituições de destaque na cultura baiana em três categorias: Júnior, Sênior e Póstuma. Ao todo serão 30 personalidades e instituições homenageadas, sendo 10 em cada categoria.

Aldri Anunciação na noite de entrega do Prêmio Jabuti de Literatura - Ficção Juvenil em São Paulo em 2013. Aldri venceu em primeiro lugar e figura entre os poucos bainos laureados pelo prêmio mais tradicional da literatura brasileira em seus 55 anos de história. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Aldri Anunciação participa de evento que debate documentário de Luiz Antônio Pilar em Salvador

O ator e dramaturgo baiano Aldri Anunciação, autor da premiada peça Namíbia, Não! e vencedor em Primeiro Lugar do Prêmio Jabuti de Literatura - Ficção para Jovens tornando-se o primeiro Negro a receber tal honraria com obra de ficção, estará neste dia 29 de setembro, a partir das 18h30 min participando do evento Cine-Teatro na Escola. O evento é uma promoção da Escola de Teatro da UFBA e acontece toda segunda-feira no Teatro Martim Gonçalves. Coordenado pela Profa. Dra. Célida Salume de Mendonça e pela Profa. Msa. Lilih Curi, o projeto de extensão exibe semanalmente filmes estabelecendo relações entre teatro e cinema.
Tem lugar na programação desta segunda-feira, o excelente documentário de Luiz Antônio Pilar "Em Quadro: A História de Quatro Negros nas Telas".
Participam do debate com Aldri Anunciação a diretora teatral Fernanda Julia e a Profa. Dra. Evani Tavares.
O atividade tem entrada gratuita.

Serviço:

Onde: Teatro Martim Gonçalves - Escola de Teatro da UFBA - Canela - Salvador/BA
Quando: 29 de setembro, 18h30
Quanto: grátis

sábado, 2 de agosto de 2014

Aldri Anunciação ministra oficina de dramaturgia em Vitória - ES

Foto: Ricardo Simões

Aldri Anunciação (Namíbia, Não! e Prêmio Jabuti de Literatura) estará em Vitória, Espirito Santo de 04 a 06/08 em uma ação do Ciclo de Dramaturgos do Festival do Teatro Brasileiro.
No primeiro dia falará sobre suas peças, histórico, processo de criação e haverá também a leitura de trechos de seus espetáculos. Nos dias subsequentes irá propor exercícios para que os participantes desenvolvam seus próprios textos.

Informações no site:

http://festivaldoteatrobrasileiro.com.br/ciclo-de-dramaturgos-es/

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Back to the roots? Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação na visão do Prof. Dr. Henry Thorau

Back to the roots? Namíbia, Não!, de Aldri Anunciação.

Segue o link para o artigo do Prof. Dr. Henry Thorau (Doutor em Cultura Brasileira da Trier Universität - DE) publicado na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea.

http://periodicos.bce.unb.br/index.php/estudos/article/view/10770/7765

"Os dois protagonistas Antônio e André não são outcasts, não são “dois perdidos numa noite suja” (Plínio Marcos), não são “capitães de areia” (Jorge Amado), não têm nenhum “manual prático do ódio” (Ferréz) debaixo do braço. Eles não precisam de rituais que ataquem a cultura burguesa, não têm uma mentalidade suburbana, mas urbana, não se gabam de um linguajar próprio, não representam o “código restringido”, mas se articulam no “código elaborado”. A ação não se passa na periferia, mas sim no centro social e cultural.

A peça evita, consequentemente, elementos folclóricos do morro, do afrossincretismo, do carnaval, mas também não entra no campo da sexual otherness, de certas construções de virilidade e de feminilidade. Ela não se define dentro do esquema da alteridade e da diferença cultural. Ao contrário. Os dois protagonistas funcionam perfeitamente na sociedade, eles representam a normalidade. A diferença se reduz unicamente à cor. A cor é o crime! Esse fato real-simbólico aumenta o medo dos antagonistas, que define a ameaça para o sistema estabelecido.

E é exatamente isso o que torna a peça tão inquietaste." (THORAU, p. 243)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Você já leu "NAMÍBIA, NÃO! "????



PRIMEIRA EDIÇÃO QUASE ESGOTADA. ALGUNS EXEMPLARES AINDA PODEM SER ADQUIRIDOS NO LINK ABAIXO.

- Vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Juvenil em 2013.
- Segundo o Prof. Dr. Henry Thorau (Universidade de Trier - Alemanha) que traduziu Boal e Nelson Rodrigues para o Alemão, "Namíbia, Não! é um marco no teatro político brasileiro. Aldri (o autor) criou um novo paradigma na dramaturgia no Brasil."

O livro ainda pode ser comprado através deste link.

terça-feira, 6 de maio de 2014

NAMÍBIA, NÃO! INSPIRA SELEÇÃO DE JOVENS ESCRITORES DE TEATRO PELO PAÍS



Inspirados no sucesso do livro "Namíbia,não!", que ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 2013, categoria Juvenil, a turma da Editora da Ufba (Edufba) resolveu selecionar jovens escritores de teatro pelo país.
A Coleção Dramaturgia contemplará textos dramatúrgicos de autores brasileiros contemporâneos, inéditos ou já veiculados em realizações cênicas e audiovisuais.
Confiram as regras para participar da seleção no link a seguir:http://www.edufba.ufba.br/2014/04/edufba-abre-inscricoes-para-o-edital-colecao-dramaturgia/

quinta-feira, 20 de março de 2014

Namíbia, Não! de volta à Salvador para duas ÚNICAS apresentações no Teatro do SESC/SENAC Pelourinho.
27/03 (19h) e 28/03 (19h30)
Viva o Teatro! Viva o Circo!
É de GRAÇA!!!!!!!!!!!!!!!!!!



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Teatro Brasileiro e Negro é premiado em mais tradicional prêmio literário nacional

Aldri Anunciação na cerimônia de entrega do
Prêmio Jabuti em São Paulo.
Na noite de ontem durante a cerimônia de entrega do Prêmio Jabuti 2013 na Camara do Livro em São Paulo, aconteceu uma festa paralela para o teatro brasileiro e para a literatura negra brasileira. Estava em primeiro lugar na categoria Literatura Juvenil e podendo receber a menção de Livro do Ano (que foi oferecida a Luis Fernando Veríssimo) o ator e dramaturgo baiano Aldri Anunciação, autor, ator, idealizador e produtor de Namíbia, Não!

Namíbia, Não! que recebeu versão para o teatro em 2011 sob direção de Lázaro Ramos, tornou-se um grande sucesso do teatro brasileiro e vem colecionando prêmios e críticas. Em 2011 recebeu o prêmio FAPEX/UFBA de Dramaturgia em Salvador e em 2012 foi agraciado com o Troféu Braskem de Teatro em Salvador. Barbara Heliodora, temida crítica do teatro brasileiro, disse ao assistir Namíbia no Rio de Janeiro: "Grata contribuição à dramaturgia brasileira e com certeza faz pensar". O crítico e pesquisador alemão Prof. Dr. Henry Thorau em leitura cênica do texto promovida no Lateinamerika Institut da Freie Universität Berlin disse: "Mesmo que Aldri não escreva nenhuma outra obra, ele marcou a história da dramaturgia política no Brasil e inaugurou um novo paradigma."

Parece que Aldri Anunciação acredita que seu texto precisa chegar ao público por várias vias. A versão no palco estimula a leitura do livro que trás mais cenas e todos os textos cortados na adaptação para o teatro. Ao contrário, a literatura pode estimular a ida ao teatro sendo que sua preocupação está sempre em levar os jovens a buscarem fruir algum tipo de arte. Dentro desta perspectiva o premiado autor demonstra acreditar em ações que agregam pensamentos e que tenham força dialética. Esta visão é levada para as questões referentes a condição do negro no Brasil, ao teatro, ao cinema, à política e à qualquer outra instância social possível.  

Isto ficou evidente quando Aldri idealizou e realizou em 2013 a Mostra Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada que venceu o edital de Ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet - FUNARTE/SP e deu foco ao debate sobre a autoria do negro na dramaturgia brasileira. Apesar de ser branco, fiz parte deste projeto que reuniu artistas, críticos e pesquisadores para debaterem a temática. Ficou claro no evento que há uma grande demanda de autoria, mas que não tem visibilidade devido a dificuldade em publicar os livros. Como bem frisou o escritor, pesquisador e ativista paulista CUTI em sua palestra sobre a adaptação de textos literários na dramaturgia negra, "somente os clássicos são adaptados para o teatro. O que é um clássico? É uma obra reconhecida pelos seus pares como tal e oficializada através do mercado editorial, da crítica, da Academia Brasileira de Letras, da Camara Brasileira do Livro, ou seja, pelos meios oficiais (…)". Dessa forma, fica evidente a necessidade de abrir o mercado editorial brasileiro para que jovens autores negros possam ter seus materiais publicados e distribuídos nacionalmente.

Independente do pertencimento do autor a determinada etnia, a premiação de Aldri representa uma possibilidade de ressurgimento da dramaturgia brasileira e, por que não dizer, de um teatro brasileiro. A cena nacional contemporânea conformou-se com a reprodução de tendências e modelos teatrais e performáticos europeus, o mercado é invadido pelos musicais norte-americanos e quando algo com matrizes da cultura brasileira é esboçado cai com raríssimas excessões na folclorização, na exaltação dos estereótipos ou num amadorismo que demonstra a falta de conhecimentos básicos da engenharia cênica que sustenta um espetáculo. O público desiste de comparecer e os artistas fazem teatro para si mesmos e seu grupo de amigos próximos. O sucesso de Namíbia, Não! está no fato de o autor abordar uma temática que parece ter sido já tão discutida, sem cair nas armadilhas que ela oferece. Não copia modelos estéticos e estilísticos, mas, mistura todos eles hibridizando inúmeras referências sem medo. Inverte a expectativa do espectador, que vai a uma peça de teatro com temática negra esperando histórias de navio negreiro, uma família de negros pobres em uma comunidade marginalizada qualquer, lamentações e acusações agressivas, e o coloca diante de dois personagens de classe média alta, muito bem instruídos, que discutem de maneira inteligente e complexa questões de identidade, pertencimento e leis sem nem sequer tocar no tema racismo que se explicita apenas na percepção do espectador. Para completar, insere tudo isto num contexto de comédia com pitadas de drama e muita dialética. Ou seja, estamos falando de um clássico da dramaturgia brasileira que apresentou novos paradigmas para qualquer um que pense em fazer teatro com discussão política no Brasil.

Parabéns Aldri Anunciação, parabéns ao Teatro Brasileiro e Parabéns ao Teatro e Literatura de Autoria Negra no Brasil.


Por Leonel Henckes
Doutorando em Artes Cênicas PPGAC/UFBA e Freie Universität Berlin

sábado, 9 de novembro de 2013

Bate-papo com Aldri Anunciação na XI Feira do Livro Bahia 2013

Aldri Anunciação participará de um bate-papo com público, seguido de sessão de autógrafos do livro Namíbia, Não!, no stand Espaço da Secretaria no dia 09/11 (sábado) às 19:00 na XI Bienal do LivroBahia 2013.
Na ocasião o livro Namíbia, Não! estará disponível para aquisição pelo público da Bienal.