segunda-feira, 14 de março de 2011

Como foi preparar Namíbia, não!*

"Encarar Namíbia, não! me gerou um reencontro com o teatro, a estreia como diretor de espetáculo adulto e, principalmente, um pulo no abismo dessa aventura louca de criar esse universo tão próximo/distante que é o apartamento que confina não só a André e Antônio, mas a todos nós.Com o texto deste espetáculo, Aldri consegue falar com simplicidade sobre um assunto que está nas nossas vidas. Às vezes como pano de fundo; outras vezes mais presente do que um tapa.

Muitos contam suas versões de mundo, mas, ter como autor, um ator com todas as características que tem o nosso, faz a gente perceber como é importante a diversidade de depoimentos enquanto valor na construção da história das nossas dramaturgias.

A escritora nigeriana Chimamanda Adichie nos alerta sobre “O perigo da história única”. Digo que Namíbia, não! me encantou ao primeiro olhar e assim me ofereci para dirigir. Hoje só tenho a agradecer à entrega e generosidade de Aldri e Flavinho (dois atores inspiradores e amigos amados), a Ana Paula Bouzas (peça fundamental em cada ideia, duvida ou certeza) e também à toda a equipe que felizmente é grande o suficiente para que eu não consiga citar todos. Obrigado pela confiança e talento Jorginho, Pilar, Rodrigo, Filipe, Caio, Socorro, Arto, Marta, Laura...(pessoal, peço que leiam nossa ficha técnica).

Encontramos o nosso lugar. O nosso lugar é onde sonhamos estar. Que bom todos nós estarmos sonhado Namíbia, não! juntos".
*Lázaro Ramos, diretor

7 comentários:

Luis Hipolito The Blogger disse...

Estou aqui em Feira de Santana ouvindo a entrevista dos atores dessa peça através da Rádio Sociedade da Bahia, via internet. Desejo muito sucesso a todos vocês e espero que através da arte seja possível combater tanto preconceito e discriminação que existe em nossa sociedade. Um grande abraço!!!

Tê Barretto disse...

Tive o prazer de assistir ontem acompanhando minha filha no seu grupo de Humanas do colégio. Fiquei muito feliz com o que vi. Um dos textos mais instigantes e criativos para o teatro dos últimos tempos. Surreal, mas cheio de possibilidades! Ótimas interpretações de Aldri e Flávio e a direção de Lázaro deu o tom certo de tudo que um espetáculo teatral precisa ter: drama, humor, intensidade. A cenografia também é um show à parte. Funcional e metafórica. Gostei muito e recomendo a todos!

Carlos Cardoso disse...

Qual a classifiação etaria? penso em assistir com meu filho , 10 anos.

chezleticia disse...

Carlos, seu filho pode assistir, eu acho. Não achei nada de tão forte.
O auge é a cena de Bauraqui de sunga. Super em forma, por sinal, rs.
Agora, falando sério, a peça é incrível! Fui do Rio a Salvador só pra ver e valeu muuuuito a pena. Toca na pele, literalmente. Faz rir, faz chorar, faz, sobretudo, pensar!
Melaninas orgulhosamente acentuadíssimas! Amei!!!

Rafael Menezes disse...

Incrível!
consegue expressar um tema bastante explorado de uma forma pouco cliché e extremamente bem elaborada, sem tornar-se em nenhum momento excessiva, mas trazendo-nos reflexões profundas sobre o que realmente somos e sobre tolerância.
Muito obrigado por esse trabalho!

átila disse...

Adorei a peça realmente um texto muito inteligente, que se refere a relação do Brasil com a África, ultrapassando a esfera academica.
Estão de parabens, fico muito agradecido por terem apresentado uma maneira de assinalar as questões que acaompanha grande parte da população brasileira.

Lílian disse...

Geeentee, parabéns pelo lindo trabalho!Tive o prazer de assistir a peça hoje com o meu noivo e fiquei maravilhada.Arrasaram em todos os aspectos, e o público bastante diversificado.
Que Deus os abençoe! Sece$$os sempre!